
Caso Isis: novas informações podem apontar localização do corpo
A adolescente de 17 anos estava grávida e desapareceu no início de junho do ano passado
O caso da adolescente grávida Isis Victoria Mizerski, que desapareceu há dez meses em Tibagi, nos Campos Gerais do Paraná, pode ganhar um novo capítulo. A Polícia Civil irá investigar informações que podem ajudar a localizar o corpo da jovem.
O principal suspeito pelo crime, o vigilante Marcos Vagner de Souza, apontado como pai do bebê está preso desde o dia 17 de junho de 2024. Ele é réu por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, dissimulação e feminicídio), ocultação de cadáver e aborto provocado sem o consentimento da vítima.
Caso Isis Victoria Mizerski
A investigação sobre o caso Isis Victoria Mizerski foi concluída pela Polícia Civil no início de agosto do ano passado. Em coletiva de imprensa, concedida no dia 9 daquele mês, o delegado Matheus Campos, responsável pelo relatório final do inquérito, informou que apesar do corpo da vítima não ter sido localizado, a polícia não tem dúvidas de que ela foi assassinada por Marcos.

De acordo com a investigação, Marcos – que é casado e pai de três filhos – não aceitou a gravidez de Isis e buscou opções para que ela fizesse um aborto, mas a jovem já havia contado para uma prima sobre a sua intenção de ter o bebê e afirmou que estava pronta para revelar a gestação, que até era secreta, para sua mãe.
Adolescente grávida desaparecida no Paraná
Isis foi vista com vida pela última vez na noite de 6 de junho, ao sair de casa para se encontrar com o suspeito e conversar sobre a gravidez. Antes de desaparecer, a jovem de 17 anos chegou a enviar sua localização para o celular da mãe, que entrou em desespero sem entender porque a filha estava em uma estrada remota, fora da cidade. Contudo, a mensagem foi apagada na sequência e a vítima não respondeu às inúmeras tentativas de contato dos familiares.
Segundo o delegado, é provável que o corpo da adolescente tenha sido ocultado em alguma área de mata entre Telêmaco Borba e Tibagi. Onde, inclusive, outras mulheres que também saiam com o homem casado relataram que costumavam serem levadas por ele para praticarem relações sexuais.
“Uma dessas testemunhas informou que em um desses encontros que eles tinham brigado. Inicialmente, ele dissimulou que as pazes foram feitas, a levou em um desses locais ermos da estrada e começou a ameaçar e a bater. Inclusive ameaçando que iria matá-la e que se ele matasse ali, sumiria com o corpo dela e ela nunca seria encontrada”, disse Campos, durante a entrevista.
Desde o início da investigação, foram realizadas inúmeras operações de busca. Agentes da polícia, do Corpo de Bombeiros, de outras forças de segurança e voluntários vasculharam a região com a ajuda de cães farejadores, mas o corpo de Isis nunca foi encontrado.
No inquérito, a polícia também ressaltou que após o encontro com a jovem, o suspeito “tentou forjar três álibis, incluindo uma mensagem em um grupo informando que estaria chegando em casa, quando na verdade não estava.”
O suspeito
O vigilante foi tratado como suspeito devido ao seu relacionamento extraconjugal com a vítima, mas fugiu de Tibagi antes de prestar esclarecimentos à polícia. Ele se entregou no dia 17 de junho, na cidade de Francisco Beltrão, no sudoeste do estado, após ser considerado foragido.
Marcos está preso desde então e nega o crime. No dia 8 de agosto, ele chegou a ter o pedido de prisão revogado, mas cerca de 12 horas depois foi expedido um pedido de prisão preventiva contra ele.
*Com informações de Lorena Pelanda, da BandNews Curitiba
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