
Confusão na Alep: Renato Freitas e Barichello protagonizam discussões nos corredores
Os desentendimentos iniciaram durante a reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
Vídeos que mostram uma confusão envolvendo os deputados estaduais Renato Freitas (PT) e Tito Barichello (União) nos corredores da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) circulam pelas redes sociais nesta segunda-feira (24). Em um deles, o delegado da Polícia Civil licenciado para exercer o cargo público chega a dar voz de prisão para uma mulher.
Uma gravação publicada por Barrichello em seu Instagram mostra que o parlamentar petista pede que um homem saia de perto, antes de empurrá-lo para longe. Em seguida, um terceiro afasta os dois. Veja:
Em um segundo registro, Barrichelo dá voz de prisão para uma mulher que teria chamado assessores de “macacos”. Confiram o vídeo compartilhado pelo próprio deputado:
O que diz o deputado Renato Freitas
Em nota, a assessoria de Renato Freitas afirmou que durante a reunião da CCJ a capacidade técnica do parlamentar foi questionada por outros deputados, que também sugestionaram que sua intenção seria apenas atrasar os trabalhos da comissão.
“Além da interrupção dos outros parlamentares, a exposição do deputado Renato Freitas foi interrompida também por um assessor do deputado Márcio Pacheco, que, em postura de deboche, começou a gesticular e dar risada na tentativa de ridicularizar as críticas do deputado. Um comportamento inadmissível para um assessor da Casa Legislativa que, independente de posição ideológica, tem o dever de respeitar sem distinção todos os parlamentares democraticamente eleitos pelo voto do povo”, diz o trecho seguinte do comunicado.
Ainda conforme o deputado, a situação em que ele aparece empurrando o assessor do deputado ocorreu porque, já do lado de fora da sala de reuniões, ele “continuou a provocação contra o deputado enquanto era também acolhido e cumprimentado pelos outros deputados e seus assessores, situação que o encorajou a se aproximar do deputado Renato Freitas, que reagiu o empurrando.“
Por fim, o texto alegou que Renato Freitas é constantemente perseguido e alvo de provocações e interrupções durante sua atuação parlamentar. (Veja abaixo nota na íntegra)
O que diz Tito Barichello
Em entrevista, o parlamentar declarou que irá denunciar o caso de racismo na delegacia.
“Em um dos momentos da Comissão de Constituição de Justiça uma pessoa que eu não conheço do sexo feminino passou a ofender o assessor de um deputado. Disse que ele ria como um macaco, no momento seguinte, ela passou a dirigir isso a diversas pessoas. Inclusive, a uma assessora minha que está na delegacia e é de cor negra”, disse Barrichelo.
Reunião da CCJ
No vídeo da reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alep, disponível no Youtube, é possível ver que os desentendimentos iniciaram durante a apreciação de um projeto do Executivo, o qual Renato Freitas apontou como inconstitucional e ilegal. Em resposta, Barrichello declarou que a manifestação do colega não tinha nenhum tipo de embasamento constitucional ou legal.
Em seguida, se manifestaram Ana Júlia (PT) e Márcio Pacheco (PP), este último com parecer favorável ao projeto e solicitando que o presidente da CCJ, Ademar Traiano, controlasse o tempo de fala de cada deputado, pois, segundo ele, Freitas teria ultrapassado “20 minutos”.
Pouco tempo depois, Renato Freitas reclamou de um assessor de Pacheco, que, segundo ele, estava debochando de suas falas:
“O senhor está com algum problema. Por que você já está incomodando, você não tem educação, você quer ter evidência aqui na sala da CCJ. Estou falando exatamente com você rapaz, porque se você começar a fazer mímicas, dar gargalhadas e interferir na minha atuação parlamentar, eu vou pedir para que o senhor se retire”, disse Freitas incomodado.
“É da minha assessoria parlamentar? O senhor não manda aqui na CCJ”, saiu Pacheco em defesa de seu funcionário.
Daí para a frente, nos ânimos só ficaram mais exaltados
Assista:
Nota do deputado Renato Freitas na íntegra
“NOTA PÚBLICA – MANDATO RENATO FREITAS
Nesta segunda-feira (24), durante reunião da Comissão de Constituição e Justiça da
Assembleia Legislativa do Paraná, o deputado Renato Freitas fez uso da palavra para registrar
seu voto contrário ao projeto de lei do Poder Executivo que cria novos cargos de oficiais na
Polícia Militar. Enquanto fundamentava seu voto, alguns dos deputados desferiram ataques
pessoais contra o deputado Renato, que foram desde o questionamento da capacidade técnica
do deputado até sugestões de que o parlamentar, ao propor um debate mais profundo sobre o
projeto, estaria tentando atrasar os trabalhos da CCJ.
Diante da pressão dos demais deputados para acelerar a votação do projeto enviado
pelo governador Ratinho Jr., o deputado se pronunciou se recusando a analisar as matérias
com pressa e reforçou que o maior interessado nas leis que saem da Casa Legislativa é o
povo.
Além da interrupção dos outros parlamentares, a exposição do deputado Renato Freitas
foi interrompida também por um assessor do deputado Márcio Pacheco, chamado Kenny
Brayan, que, em postura de deboche, começou a gesticular e dar risada na tentativa de
ridicularizar as críticas do deputado. Um comportamento inadmissível para um assessor da
Casa Legislativa que, independente de posição ideológica, tem o dever de respeitar sem
distinção todos os parlamentares democraticamente eleitos pelo voto do povo.
Na ocasião, o deputado Renato questionou a postura do assessor, exigiu respeito e
declarou: “Se você começar a dar gargalhadas e interferir na minha atuação parlamentar, eu
vou pedir pra você ser retirado”. Neste momento, o deputado Márcio Pacheco defendeu a
postura inaceitável do seu assessor e afirmou, inflamado, que o deputado Renato não manda
na CCJ, sendo conivente com o desrespeito do qual o deputado estava sendo vítima.
O deputado declaradamente corrupto Ademar Traiano, que apesar dos seus crimes
assumiu a presidência da Comissão de Justiça, repreendeu o deputado Renato Freitas,
ignorando, por afinidade ideológica, o desrespeito do assessor e do deputado Márcio Pacheco.
Ao fim da reunião, no lado de fora da sala de reuniões da CCJ, o assessor Kenny
continuou a provocação contra o deputado enquanto era também acolhido e cumprimentado
pelos outros deputados e seus assessores, situação que o encorajou a se aproximar do
deputado Renato Freitas, que reagiu o empurrando.
Diante dos fatos, é notável que o deputado Renato Freitas é frequentemente perseguido
por seus posicionamentos comprometidos com o povo do Paraná e sem rabo preso com o
Governo do Estado. Por isso, é alvo de provocações e interrupções durante sua atuação
parlamentar. Reiteramos que a postura do assessor, que desrespeitou o deputado no exercício
de sua função, é inaceitável e não deve ser encorajada por nenhum parlamentar.”
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