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Reviravolta: suspeito preso não é Jean Machado Ribas
Foto: PCPR

Reviravolta: suspeito preso não é Jean Machado Ribas

A confirmação ocorreu após análise de impressão digital; suspeito de manter a esposa em cárcere privado por 5 anos em Itaperuçu segue foragido.

paranaportal - sábado, 29 de março de 2025 - 07:41
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A Polícia Civil do Distrito Federal confirmou que homem preso na madrugada de quinta-feira (27) não é Jean Machado Ribas. A informação foi divulgada nesta sexta (28), após análise de impressão digital.

Segundo a corporação, o homem detido teria se identificado como Jean Machado Ribas. Foragido, ele é suspeito de manter a esposa em cárcere privado por cerca de 5 anos em Itaperuçu, na Região Metropolitana de Curitiba.

A polícia pede colaboração da população com informações que possam levar até à captura do foragido. Denúncias podem ser realizadas de forma anônima pelo telefone 197, da PCPR ou 181 do Disque-Denúncia.

Mulher mantida em cárcere privado pelo marido

A mulher e o filho foram resgatados pela Polícia Militar na casa da família, na zona rural de Itaperuçu, após ela conseguir mandar um e-mail com um pedido de socorro para a Casa da Mulher Brasileira, unidade em Curitiba que atende mulheres vítimas de violência.

Cerca de 15 dias antes, a mulher também havia deixado um bilhete pedindo ajuda para um frentista em um posto de combustível da região. No recado, ela escreveu que sofria muita violência em casa.

Jean Machado Ribas foi autuado em flagrante pelos crimes de sequestro, cárcere privado, dano emocional e ameaça, todos no contexto da violência doméstica e familiar contra a mulher. Na audiência de custódia, ele conseguiu o direito de responder ao processo em liberdade com a imposição de medidas cautelares, entre elas, a proibição de aproximação da mulher e do filho. Depois de solto, ele fugiu.

A suspeita é de que os dois eram mantidos presos na residência pelo investigado, sob constante vigilância por câmeras. Além de ameaças e violência psicológica, também são apuradas possíveis agressões físicas cometidas pelo investigado contra a mulher.

O resgate das vítimas ocorreu sete dias após a denúncia, e a mulher e a criança foram encaminhadas para um endereço de acolhimento. O caso é acompanhado pela 2ª Promotoria de Justiça de Rio Branco do Sul.

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