Cidades
Porteiro agredido em Curitiba tem medo de voltar ao trabalho
Imagem: Reprodução/Câmera de Segurança

Porteiro agredido em Curitiba tem medo de voltar ao trabalho

O trabalhador foi atacada pelo irmão de uma moradora que ficou revoltado porque ela estava presa no elevador há algum tempo

paranaportal - segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025 - 15:54
Banner Porto

O porteiro Vilson Carneiro, de 56 anos, afirmou que sente medo de voltar ao trabalho após ter sido agredido dentro do condomínio para o qual presta serviço no bairro Mercês, em Curitiba. Câmeras de monitoramento registraram o ataque. Nas imagens, é possível ver que ele foi alvo de cerca de 27 socos e um chute na cabeça

Em entrevista à BandNews Curitiba, o profissional explicou que na tarde da última quarta-feira (19) uma mulher ficou presa no elevador e ele chamou um técnico para consertar o problema mecânico. Antes da situação ser resolvida, no entanto, o irmão da moradora e autor da agressão chegou no edifício.  

“Já chegou me xingando, alterado, eu pedindo toda hora para ele ter calma que o rapaz já estava no local para tirar a irmã dele. Na entrada do hall já tentou me agredir, as imagens mostram. Eu fui mostrar o elevador de serviço para o técnico subir até o andar onde a irmã dele estava presa e desferiu o primeiro soco. Eu revidei para me defender e ele veio para cima de mim e começou a me dar vários golpes de soco”, contou o porteiro. 

Ele ainda completou: “Estão falando que foi troca de socos, eu jamais vou conseguir trocar socos com uma pessoa que é faixa preta em Muay Thai [modalidade de luta que seria praticada pelo agressor]”.

Ainda conforme o relato de Vilson, depois das agressões, o homem, identificado como um advogado da capital, foi até a calçada e chamou o porteiro. “Ele nem subiu para atender a irmã dele, saiu para fora e foi embora. Do lado de fora do portão, ele ficou me chamando para eu ir até o local: ‘Você vem aqui para fora que eu quero te acabar aqui fora’. Eu não fui. Chamei a síndica, ela já desceu na hora, viu o estado que eu estava, todo machucado. Já correu comigo para o hospital”, disse. 

Após o porteiro ser agredido em Curitiba, a advogada do condomínio Márcia Leardini passou a representá-lo. Segundo ela, o profissional passou por todos os exames que comprovaram os golpes dos quais ele foi vítima, além da filmagem que mostra a chegada do advogado e as agressões. 

Leardini destacou ainda que o advogado emitiu uma nota de pedido de desculpas, mas colocou parte da culpa na vítima pois teria ocorrido “uma troca mútua de insultos entre as partes”. O porteiro nega que tenha insultado o irmão da moradora. 

“Por meio da defesa dele, se disse arrependido, disse que gostaria de remediar a situação. O que nos deixou um pouco consternados foi que ao pedir desculpas publicamente, ele atribui uma parte da culpa ao próprio porteiro, dizendo que ‘a escalada da violência se deu por conta do comportamento do porteiro’ que teria recebido o agressor já de forma agressiva. Isso não faz nenhum sentido para nós. Isso é uma segunda ofensa ao porteiro. O porteiro recebeu esse senhor como ele recebe qualquer pessoa, esse senhor já entrou no condomínio bastante alterado, incomodado”, disse a advogada. 

Por meio de sua defesa, o advogado alegou ainda que se exaltou porque a irmã sofre de problemas de saúde e já estava presa há um bom tempo dentro do elevador.

*Com Lucio André, da BandNews Curitiba

Fique por dentro das notícias do Paraná: Assine, de forma gratuita, o canal de WhatsApp do Paraná Portal. Clique aqui.

Compartilhe