
Após protestos da torcida, Treecorp se reúne em Curitiba
O encontro ocorreu após uma grande manifestação em frente à sede da empresa; torcida cobrou o acesso à Série A em 2025.
Gestores da SAF do Coritiba se reuniram nesta quinta-feira (27), em Curitiba, com representantes da torcida e com a Associação do clube. O encontro aconteceu dois dias após uma manifestação em frente à sede da Treecorp, em São Paulo, com repercussão nacional.
A reunião com a SAF foi um pedido da Associação do Coritiba, que detém 10% do clube – o fundo de investimentos é o acionista majoritário, dono de 90%. O objetivo do encontro foi estancar a crise pela falta de resultados em campo e aproximar a empresa dos torcedores. O sócio-administrador da Treecorp Bruno D’Ancona participou do encontro.
“Acreditamos que a proximidade e interlocução sempre trará benefícios ao Clube, pois proporciona também um diálogo direto com o nosso torcedor e alinhamento de expectativas, em busca de união de todos os setores, com foco sempre em prol da retomada do sucesso esportivo do Coritiba”, afirma a associação do Coritiba.
Coritiba SAF apara arestas com a torcida
Representantes da Treecorp se reuniram na sede administrativa do Coritiba com lideranças da torcida e representantes da Associação, que manifestaram descontentamento e preocupação com o futuro do clube.
Bruno D’Ancona detalhou os investimentos e a série de fracassos em campo. Sob gestão da SAF, o Coritiba foi rebaixado à Série B do Brasileirão em 2023 e esteve longe de garantir o retorno à elite ano passado – o clube encerrou sua participação na Bezona 2024 na modesta 12ª posição. Não bastando, o Alviverde também acumulou eliminações precoces na Copa do Brasil e no Campeonato Paranaense. O desempenho esportivo pífio arranhou a imagem da SAF com a torcida.

O mandatário negou que a Treecorp esteja em busca de um comprador ou sócio para a SAF. Segundo ele, R$ 98 milhões foram injetados no futebol só no ano passado, além de benfeitorias no Couto Pereira, no CT da Graciosa, no projeto do novo CT em Campina Grande do Sul e também na formação de novos atletas. A expectativa é de um aporte de R$ 120 milhões no clube em 2025.
O empresário foi cobrado pela falta de resultados expressivos e destacou a reestruturação financeira alviverde: até o fim do ano, 40% da dívida total do clube deve ser quitada.
D’Ancona creditou o fracasso na Bezona do ano passado, com o pior desempenho do clube na competição, ao trabalho do ex-Diretor Técnico Paulo Autuori e do então técnico Fábio Matias, e mostrou confiança no acesso em 2025.
“Com Associação e Torcida foram momentos de cobranças e explicações, mas também diálogo, reconexão e união de esforços em prol de um objetivo comum. Queremos que esse seja o primeiro passo de uma longa jornada que temos pela frente para recolocar o Coxa no lugar de onde nunca deveria ter saído. Agora seguimos o trabalho em sinergia para assegurar o acesso à Série A. Essa é a nossa obsessão!”, postou o clube após o encontro.
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