Agenda Cultural
Novo álbum do Zequinha será lançado na Feirinha do Largo
Nilson Müller desenha o personagem há 45 anos. (Foto: Divulgação)

Novo álbum do Zequinha será lançado na Feirinha do Largo

São 300 novas figurinhas do personagem transformado em patrimônio imaterial de Curitiba

paranaportal - sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025 - 15:12
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O álbum ‘Zequinha pelo Brasil’, com 72 páginas e 300 figurinhas colecionáveis, será lançado no próximo domingo (16), às 10 horas, na Feirinha do Largo da Ordem. As novas ilustrações do personagem transformado em patrimônio imaterial de Curitiba ficaram a cargo do premiado artista plástico Nilson Muller, enquanto os textos são de João Luis Vieira Teixeira. 

Nesta nova empreitada, Zequinha transita por referências culturais e lugares emblemáticos do Brasil, ao mesmo tempo em que tem contato com os variados universos profissionais. O objetivo do Álbum do Zequinha Pelo Brasil, enfatiza Müller, é levar às crianças noções das mais variadas profissões e aspectos da cultura nacional. 

A sessão ocorrerá na banca das Caixinhas de Atitude, do também publicitário e compositor José Oliva, instalada próxima à escultura do popular “cavalo babão”, na praça Garibaldi.

O preço do novo álbum do Zequinha é R$ 15,00 e do envelope com cinco figurinhas R$ 5,00.

Zequinha pelo Brasil

O ilustrador Müller se dedica ao tema Zequinha há 45 anos. O novo projeto é resultado de dois anos de trabalho e pesquisas. Ao final do processo tinham sido criados 400 títulos; para chegar aos 300 que estão no álbum foi preciso um doloroso exercício de escolha. O autor planeja para o futuro, dar destino aos excedentes, mas no momento são apenas intenções.

“Zequinha passou a fazer parte da minha vida”, comemora Müller, de 83 anos, antigo colecionador das figurinhas quando era menino. “Ele proporcionou minha aproximação com as pessoas. Afirmo que o mais importante neste projeto foi que Zequinha me trouxe novas amizades. Tive contato com muita gente, fui às escolas falar dele para os jovens. É fantástico!”

Nilson Müller refere-se às atividades que passou a desenvolver quando produziu seu primeiro álbum do Zequinha, em 2021. No ano seguinte firmou parceria com José Oliva, que passou a divulgar e comercializar o seu trabalho, na banca das Caixinhas de Atitude.

A fraterna união dos dois, inclusive, estará simbolizada na figurinha número 4 do álbum, que retrata a Feira do Largo da Ordem – a maior do gênero no país –, onde em primeiro plano aparece a banca do publicitário Oliva.

História do Zequinha em Curitiba

A história das Balas Zequinha começou a ser escrita em 1928, quando Francisco Sobânia, um dos irmãos proprietários da fábrica curitibana A Brandina, foi a São Paulo para se especializar na fabricação de chocolates. Na capital paulista tomou contato com as balas Piolim, que traziam a figura do famoso palhaço.

De volta a Curitiba a ideia foi adaptada, quando então surgiu o Zequinha, palhaço paranaense, com uma série de 30 temas. Caiu no agrado popular e, no auge do sucesso, atingiu duas centenas de temas. Alguns um tanto estranhos, como Zequinha Viúvo e Zequinha Suicida. Detalhe: não havia álbum para a coleção.

Os Irmãos Sobania venderam a patente nos anos de 1940, que passou para outras mãos nas décadas seguintes. Até meados da década de 1960 as figurinhas continuavam a ser colecionadas, e ainda eram presentes nos jogos do bafo. Com a passagem dos tempos, Zequinha caiu no ostracismo, as figurinhas saíram de circulação. Apostando na lembrança que o personagem deixara na população, em 1974 houve uma tentativa de resgatar o famoso palhaço. Foi um fracasso.  

Cinco anos depois, em 1979, o Governo do Estado do Paraná empreendeu uma campanha de arrecadação, na qual notas fiscais eram trocadas por álbum e figurinhas do Zequinha. O ilustrador Nilson Müller foi contratado para atualizar o personagem. A resposta do público à jogada publicitária surpreendeu até o mais otimista, transformando-se num grande sucesso. A campanha do governo estendeu-se por vários anos.

Quando, em 2021, Müller trouxe de volta o fascínio das figurinhas do Zequinha, acompanhadas de um álbum para serem colecionadas, testemunhou a inclusão de ferramentas atuais, ao saber que colecionadores estavam promovendo trocas de novas e antigas figuras através de whatsapp. Um grupo fora criado especialmente para este fim.  

Com Assessoria

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