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Motofretistas buscam alternativa ao iFood em Curitiba
Foto: Geraldo Bubniak

Motofretistas buscam alternativa ao iFood em Curitiba

Representantes da classe trabalhadora participaram de uma audiência pública na Câmara Municipal

paranaportal - quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025 - 17:22

Representantes dos motofretistas de Curitiba, também conhecidos como motoboys, participaram de uma audiência pública na Câmara Municipal para discutir a implantação de um aplicativo de entregas autogerido pelos motofretistas, com o objetivo de fornecer condições dignas de trabalho para a classe, assim como pagamentos compatíveis com as distâncias percorridas. 

Durante o encontro, promovido na quarta-feira (19) pela Delegada Tathiana Guzella (União), o assessor da parlamentar e presidente estadual do Motoclube Abutres, Denis Marciano, relatou as tratativas com o Motoka BR, um aplicativo criado para ser um concorrente do iFood, da Uber e de outros aplicativos que utilizam serviços dos motofretistas, mas adequado às necessidades dos trabalhadores, e não dos empresários.

“[A disponibilização do Motoka BR no Paraná] está sendo moldada e preparada por vocês [motofretistas], não é por um empresário que quer ganhar dinheiro em cima dos motoboys, não. Mas a gente precisa se organizar e se disciplinar. Nos motoclubes, a gente diz que é preciso sacrificar 1 dia para ter 30 dias de glórias. Se vocês tivessem sacrificado hoje para lotar os arredores daqui [da CMC], eu tenho certeza que o governo nem discutiria, só assinaria o que vocês estão pedindo. Foi assim que a gente conseguiu a isenção do pedágio [para motos até 170 cilindradas]”, disse Marciano.

Em resposta, a vereadora incentivou os motofretistas presentes na audiência pública a discutirem essa alternativa de autonomia profissional com o Motoka BR. 

Presente na audiência, o deputado estadual Tito Barichello (União) ressaltou a falta de seguros e assistência para a classe profissional dos motofretistas, assim como aos valores pagos pelas chamadas corridas. 

“O Hospital do Trabalhador está lotado de motoboys [vítimas de acidentes de trânsito], alguns ficarão aleijados, outros perderão a vida. Qual a remuneração têm que ter para correrem esses riscos? Não é possível ganhar R$ 5 ou R$ 6 para atravessar a cidade. Isso é exploração do trabalho humano”, afirmou o deputado. 

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O deputado e a vereadora Tathiana ainda destacaram a importância da mobilização da categoria para a obtenção de conquistas. “Não existe conquista de direitos sem luta. Sou a favor de uma luta ordeira, mas se tiver que fazer paralisação, tem que fazer, sim”, declarou a parlamentar sobre o assunto.

*Com Câmara Municipal de Curitiba

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